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terça-feira, 14 de abril de 2015

Estamos de volta!!


Considero-me a rainha das promessas não cumpridas e a presidente do “Clube das Tarefas Proteladas”. Há tempos digo que as postagens seriam menos aperiódicas; porém, me esqueço de escrever. Consigo enumerar uma quantidade razoável de assuntos merecedores de comentários, só que eu não passo para o papel. Papel? Explico melhor: tenho um método meio antiquando para produzir textos – costumo escrever a mão antes de passar qualquer coisa para o computador. Apesar de conseguir, não gosto de escrever direto no editor de texto: sempre penso que falta alguma coisa nele. Essa prática possui prós e contras, mas continuo a adotá-la, pois me dá segurança para escrever.
           
Ora, por que comentei sobre a maneira de produzir meus textos? Interessa isso ao leitor ou é só mais uma forma de justificar a falta de intervalos regulares entre as postagens? Na verdade, o que interessa é avisar que, depois de um longo e tenebroso inverno, eu voltei a escrever aqui. Prometo, mas uma vez, periodicidade entre uma postagem e outra. E espero cumprir a promessa.

            Se eu não cumpri-la, me cobrem!!!






P.S.: Esta blogueira iniciante (cof, cof) avisa também que finalmente, em janeiro do ano da graça de 2015, concluiu, finalmente, a graduação em Historia. Só que agora a dita blogueira corre atrás de um trampo. Desejem sorte a 

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Agoniza, mas não morre

Calma, meu povo! Não encerrarei as atividades do blog!

Devido a alguns problemas pessoais, não atualizo este espaço há tempos. Considero escrever aqui algo muito importante para minha formação profissional. Como historiadora, é necessário que comente sobre o tempo. O meu tempo. Historiador que não reflete sobre sua época, perde a capacidade de refletir sobre o passado. Afinal, perguntas as quais norteiam nossas pesquisas são feitas a partir de nosso presente. É o olhar sobre a época dos outros que ajuda a entender a nossa própria época.

Após esta pequena discussão sobre o tempo histórico, aviso que procurarei ser mais assídua nas postagens. Tenho muitas coisas para discutir. Estou cheia de ideias para escrever e pretendo dividir os escritos com o público. Voltar a escrever faz parte de uma grande retomada em minha vida. Rever o meu lado nerd, o lado bibliônoma, o lado cinéfila, o lado “moça-que-comenta-sobre-tudo” e o lado política me deixa feliz.

Remexi, na semana passada, nas antigas caixinhas onde guardava meus disquetes. Sim, eu faço parte da geração que armazenou informações em disquetes. Hoje em dia, eles servem para marcar os espaços dos guarda-volumes da Biblioteca Central, no Gragoatá. Voltando ao assunto, eis que me deparo com aquele cujo conteúdo era os textos do meu primeiro blog, o Astronomy Domine. O desativei há aproximadamente três anos. Pode parecer um pouco bobo, mas aquele espaço ajudou-me a solidificar e confirmar minhas escolhas profissionais. Primeiro Jornalismo, depois História. Sim, minha gente, eu pensei em ser jornalista. Entretanto, esta empolgação durou só seis meses. #mejulguesociedade

Recuperei meu amor pela escrita. Recuperei meu amor pela leitura. Recuperei meu amor pelo estudo das coisas passadas. E pretendo dividi-los com vocês, leitores!

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Por que escrever um blog.

Ítalo Calvino, um dos meus escritores favoritos, escreveu um livro intitulado Por que ler os clássicos. Nele, o autor tenta definir o que é um clássico literário e enumera alguns motivos para ainda lermos os chamados "clássicos da literatura mundial",mesmo com tantas novidades na literárias lançadas à exaustão. Para tal, Calvino escolheu algumas obras que se enquadram nessa classificação e escreveu sobre elas. Minha pretensão não é fazer exatamente a mesma coisa, embora a justificativa de Calvino foi inspiração para a postagem de hoje. Então, apresentarei aqui as razões pelas quais eu ainda tenho um blog.

A primeira delas: é uma maneira de exercitar minha escrita. Ou, mais especificamente, um incentivo para que eu escreva. Academicamente, inclusive. Claro que os temas abordados aqui são um pouco menos densos do que costumo trabalhar; mesmo assim, ainda vejo como um incentivo. Explico: percebi que tenho um certo receio em passar minhas idéias para o papel; dentro da minha profissão, isso é ruim. Minha atividade - e a Capes também - me obriga a escrever. Óbvio que a atividade me apraz, mas me é necessária; no futuro, ajudará a pagar minhas contas! Ora, por que não exercitar tal atividade num blog? Mas é necessário um blog? Isto leva a segunda razão.

Se gente como Luis Felipe Pondé, Diogo Mainardi, Reinaldo Azevedo, Ali Kamel e Olavo de Carvalho soltam suas idéias por aí em jornais, revistas e sites, por que cargas d'água eu também não posso manifestar o que penso? Se há tanta gente por aí soltando o verbo, por que não posso dar os meus dois centavos de contribuição ao pensamento da humanidade? Se até eles escrevem, por que me julgaria incapaz de elaborar um texto? Se os senhores citados podem, eu também posso, oras! Atenção aqui: eu discordo totalmente da forma de pensar das criaturas anteriormente citadas. Assim, comento sobre a terceira razão.

Não lembro onde e quando li; citarei do mesmo jeito. O historiador Fernand Braudel disse: "Desconfie do historiador que nunca foi preso.". Não significa que só são confiáveis historiadores ex-presidiários; Braudel diz, nas entrelinhas, que não devemos deixar de discutir e pensar o que acontece a nossa volta, apesar de trabalharmos com o passado. Ou seja, o historiador não deve eximir-se das questões de seu tempo. Escrever aqui é o jeito que encontro para comentar o que acontece a minha volta. Não quero fazer parte dos historiadores alheios e acríticos do tempo no qual vivem. Escrever aqui é a maneira que encontro para mostrar que outro mundo é possível. A realidade a nossa volta não é algo dado e imóvel; escrever é a minha maneira de ser contra-hegemônica. Mesmo que ninguém leia. Escrevo porque gosto, escrevo porque preciso e porque me faz pensar.

Para quem se interessou pelo livro do Ítalo Calvino, aqui vai uma palhinha.

Informação irrelevante ou não: o Cidades Invisíveis, livro apaixonante do autor citado acima foi traduzido pelo...Diogo Mainardi! Oh, mundo cruel!

sábado, 13 de outubro de 2012

Moça, não cuspa para cima...

Mente fervilhando de idéias nas últimas semanas e nada de colocá-las no papel. Aí, a pessoa aqui lembra que ainda tem um blog... Por outro lado, é preguiçosa para escrever. E não devia, não devia, não devia! Porém, digo que é mais medo do que preguiça. Ultimamente, leio textos muito bons na internet, o que influencia na hora que começo a escrever. É um dos meus grandes defeitos: tenho receio em mostrar o que escrevo, pois nunca acho bom o suficiente, acho que é medíocre e que nunca escreverei tão bem quanto os outros. Quando digo escrever bem, refiro-me a textos com o mínimo de coerência, com estilo próprio e bem argumentados; tenho verdadeira e estimada admiração por quem domina a arte de escrita. Talvez seja uma "opressão da intelectualidade alheia"; ou seja, me sinto "oprimida" por quem sabe exprimir com clareza, estilo e boa argumentação o que pensa. Contudo, este não é o assunto de hoje aqui.

Pergunta: o que medievalidade portuguesa, biscoito de banana com canela e o Twitter têm em comum?

A princípio, nada! Só quem me conhece um pouquinho melhor sabe que existe uma relação entre as três coisas citadas. E não é um tweet sobre medievalidade portuguesa, postado enquanto eu comia biscoitos de banana com canela.

Explicando a relação: todas as três coisas tem a ver com uma mudança de ideia ou atitude. Também significam que ninguém é estático e que é difícil de acreditar quando alguém fala "sou a mesma pessoa de cinco anos atrás". Minha pergunta: tem certeza? Você jura que não é afetada ou afetado pelo o que ocorre em volta? Nunca passou por situações que colocaram seus pensamentos a prova? Eu duvido!

É como o método científico: só descobrimos quando pomos à prova nossas teses. A tese nº 1: eu dizia que jamais estudaria medievalidade portuguesa. Eis que, alguns anos depois, as circunstâncias acadêmicas me levaram a começar estudos sobre o assunto. Culpa da dificuldade em encontrar bibliografia no Brasil para determinadas regiões do ocidente europeu. Perdi o preconceito com o tema, basta fazer uma nova abordagem. A propósito, o tema do meu projeto de mestrado é estabelecer uma comparação entre Inglaterra e Portugal no momento que ambas monarquias feudais outorgam leis que regulam a força de trabalho.

Tese nº 2: eu não gosto de comidas feitas com banana. Sempre acho que há o risco dela ficar doce demais e, consequentemente, enjoativo. Só que provei, dias atrás, um biscoito de banana com canela. Achei o biscoito gostoso e quase acabei com o pacote inteiro. Detalhe: como era um daqueles pacotes oriundos daquelas com três pacotes, provei sem saber qual era o sabor do biscoito. Só descobri quando minha mãe disse "você comendo biscoito de banana?!?!". Fato que fiz uma cara de envergonhada na hora! E quem disse que não podemos mudar de ideia quanto à comidas?

Tese nº 3: isso aqui já explica muita coisa. Eu era uma grande crítica do twitter...até o ano passado, quando fiz a minha conta. Não sou uma twiteira frenética, mas aprendi que dá para escrever coisas relevantes em 140 caracteres e que dá para repassar muita informação interessante. E dá para seguir muita gente interessante!

Mas eu continuo gostando dos Beatles, dos Stones e achando indie rock muito chato! Opa! Eu baixei, gravei e emprestei o primeiro disco do Artic Monkeys...